A Direção do SCP continua ausente, abandonando Rúben Amorim

Após o dérbi Benfica-Sporting, Nuno Sousa, antigo candidato a presidente dos órgãos sociais do SCP, falou com José Carlos Lopes, da Antena1 e confessou-se preocupado porque a Direção do SCP continua ausente, abandonando Rúben Amorim.

Preocupado, afirmou que a Direção do Sporting continua ausente, abandonando Rúben Amorim que assume papeis que não são seus, desfocando-se da função de treinador. Com Amorim a ser tudo menos treinador, o planeamento da época tem deixado muito a desejar.

Sobre o empate a duas bolas no Estádio da Luz, afirmou ao Jornal de Desporto (Antena1): “Resultado que não favorece o nosso Clube, pois a diferença pontual para o líder, Benfica, é de 12 pontos e os nossos Leões já perderam mais pontos este ano que em todo o campeonato passado.”

Ainda acrescentou: “Temos uma Direção completamente ausente, que não dá proteção ao treinador e o treinador vai ocupando essa mesma ausência. Ocupou, durante muito tempo, o cargo de diretor de comunicação, agora ocupa o cargo de diretor desportivo e já fala de contratos dos jogadores. Há uma semana, qual diretor financeiro disse que era preciso haver investidores. E, portanto, aquilo que nós vemos é que, com estas facetas todas e sem o suporte necessário, Rúben Amorim não está concentrado naquilo que devia ser o foco da sua atenção”.

Após ressalvar a falta de proteção dos Órgãos Sociais ao técnico português Rúben Amorim, continuou abordando a tão anunciada aposta na formação: “Há decisões erráticas de estreias de jogadores em dérbis, na Liga dos Campeões e depois, nos jogos tidos mais fáceis, por exemplo em Alvalade ou quando o Sporting está a jogar bem e tem a vitória assegurada, então aí sim, fazer uma gestão como deve ser feita uma gestão de plantel – lançar jogadores para entrarem aos poucos. Vemos os jogadores serem lançados de uma forma errática e depois com declarações um bocado incompreensíveis: “se assinar é este”, quando vemos que, ao longo dos últimos seis meses não houve propriamente uma utilização coerente dos jogadores da formação”.

Quanto ao futuro próximo revelou as suas preocupações com o quase certo afastamento da Liga dos Campeões do próximo ano:
É fundamental o Sporting estar sempre na Liga dos Campeões e ganhar frequentemente o campeonato, porque só assim é que os Sportinguistas se sentem completamente preenchidos”. Apontando o dedo à ‘incompetência’ dos dirigentes leoninos, continuou: “Só assim é que a parte financeira de valorização de jogadores fica salvaguardada. Quanto à atração de jogadores, e isto é muito importante, também fica completamente diferente. Entra-se num mercado de recrutamento de jogadores completamente diferente, para pior, diga-se. Portanto há aqui um efeito de ‘bola de neve’ e entra-se aqui num círculo vicioso de que é muito difícil sair. Vemos, por exemplo, o Braga, onde fomos buscar treinador e supostamente fomos buscar os melhores jogadores, e que está a ter uma melhor performance. Dá para perguntar o que é que o Sporting andou a fazer nestes últimos anos?”.

Entrevista completa aqui

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